

Quem não gostou mesmo nada da reclamação foram os soberanos Fernando (de Aragão) e Isabel (de Castela), que tinham financiado a viagem de Colombo, os quais recorreram para a autoridade máxima na época, o Papado, que era então ocupado por Alexandre VI, espanhol e amigo dos Reis Católicos.
Este senhor decidiu, evidentemente, a favor dos seus amigos e, em 1493, alterou a linha divisória de Alcáçovas (um paralelo) para um meridiano que passasse 100 léguas a oeste de Cabo Verde. Depois de muitas negociações, D. João II abandonou a sua proposta inicial que mantinha um paralelo como divisória, mas exigiu que o meridiano se deslocasse para oeste mais 270 léguas. E assim foi assinado o tratado de Tordesilhas, em 7 de Junho de 1494, com a linha 370 léguas a oeste de Cabo Verde. Entre os portugueses que assinaram o tratado encontrava-se um competente e conhecedor geógrafo, Duarte Pacheco Pereira, que também já andara por terras sul-americanas. Veremos o seu papel no achamento do Brasil em próximo "post".