31 maio 2008

Ruas giras ... (2)


... e esta é em Palmela.

30 maio 2008

Ruas giras ...


Esta, por acaso, é viela ... em Viana do Castelo.

14 maio 2008

Cidade da tolerância

(Para ampliar, "clicar" na imagem)

É em Lisboa, no largo de São Domingos, ali mesmo à beirinha do Rossio. Em frente do mural pode ver-se (imagem seguinte) este memorial, recentemente inaugurado.

(Para ampliar, "clicar" na imagem)

09 maio 2008

... e o Portugal é o de sempre!!!

A propósito da nomeação do novo homem forte da Judiciária, um polícia, e do incómodo de alguns magistrados com a situação, escreve Ferreira Fernandes no Diário de Notícias de hoje:


"CARTA É ANTIGA E O PORTUGAL É O DE SEMPRE

Almeida Rodrigues, polícia, é o novo patrão da PJ. Por isso, Baltasar Pinto, o n.º 2, demitiu-se: "Sou procurador-geral adjunto com dez anos de cargo e por uma questão de estatuto não podia ficar." Um procurador sob um simples polícia? Que horror, o estatuto arrepela-se todo! Portugal foi sempre assim, de castas, com raros a oporem-se. Um dia, o duque do Cadaval (procuradoríssimo--geral, pois era o corregedor- -mor) tratou por tu o polícia Pina Manique (simples corregedor). Pina Manique escreveu ao duque, dizendo que se ele o tratou assim por ser de nascimento humilde, então, "caguei para mim que nada valho." Mas, prosseguiu Pina Manique, se foi por causa do cargo menor que ocupava, então, "caguei para o cargo." E, rematou Pina Manique, caso não fosse uma ou outra razão, que o duque lhe dissesse, pois ele queria saber "se devo ou não cagar para V. Ex.ª". Com gosto emprestarei a carta ao polícia que manda hoje na PJ, para ele a enviar a quem de direito."

05 maio 2008

A Fonte da Vila (Castelo de Vide)

Reza a tradição que Vide ou terra da Vide passou para as mãos dos cristãos em 1148, passando a pertencer a Gonçalo Mousinho.
(Para ampliar, "clicar" na imagem)

É em plena Notável Vila de Castelo de Vide, na Judiaria, que hoje encontramos a mais antiga (séc XVI) Fonte da Vila, onde se podem ver as Armas de Portugal. No outro lado (ver em baixo) figuram as Armas de Castelo de Vide.

(Para ampliar, "clicar" na imagem)

04 maio 2008

Marvão

(Para ampliar, "clicar" na imagem)

O nome desta vila parece ter origem em Marwan Al-Yilliqi, o fundador oficial de Badajoz em 875, que morreu em 889 depois de muito ter lutado contra o califado de Córdova. A fortaleza, empoleirada nos penhascos, servia-lhe de refúgio. D. Afonso Henriques tomou-a por volta de 1160 mas o lugar sempre foi muito difícil de povoar e hoje não tem nem duas centenas de habitantes.

(Para ampliar, "clicar" na imagem)

Aqui pode ver-se a igreja de Stª Maria (séc XIII) que alberga o Museu Municipal.

25 abril 2008

34 anos depois ...


... é Abril outra vez.

(Pergunta pouco inocente: "... e não se pode exterminá-los?"

25 de Abril


O FUTURO

Isto vai meus amigos isto vai
um passo atrás são sempre dois em frente
e um povo verdadeiro não se trai
não quer gente mais gente quer outra gente

Isto vai meus amigos isto vai
o que é preciso é ter sempre presente
que o presente é um tempo que se vai
e o futuro é o tempo resistente

Depois da tempestade há a bonança
que é verde como a cor que tem a esperança
quando a água de Abril sobre nós cai.

O que é preciso é termos confiança
se fizermos de maio a nossa lança
isto vai meus amigos isto vai.


(de José Carlos Ary dos Santos)

17 abril 2008

O achamento do Brasil (IV parte - Cantino)

(Para ampliar, "clicar" na imagem)

O Planisfério anónimo de 1502, dito "de Cantino" (ver o "post" anterior) tem uma história muito curiosa que vale a pena referir neste contexto. Alberto Cantino era um assalariado do duque de Ferrara e funcionava como espião em Lisboa nos finais do séc XV, tendo conseguido, presume-se, subornar um cartógrafo da casa real para elaborar um mapa com os últimos conhecimentos dos portugueses sobre esta matéria. O mapa em questão já estava em Itália em 1502. Faço notar três pormenores (entre outros) que chamam a atenção. A extrema perfeição do continente africano (que em 1502 tinha sido contornado apenas por três vezes), a extensão desenhada da costa brasileira e a representação de parte da américa do norte, incluindo a Florida (oficialmente só seria descoberta em 1513 por Juan Ponce de León, na imagem à esquerda, que aí procurava a fonte da juventude). No que diz respeito à costa brasileira verifica-se que os elementos aí desenhados devem ter tido origem em explorações efectuadas antes da descoberta oficial do Brasil em 1500. De facto, a primeira expedição que oficialmente cartografou a costa brasileira partiu de Lisboa em Maio de 1501, dirigida por Gonçalo Coelho, e regressou em finais de Julho de 1502 não havendo, portanto, tempo útil para usar os dados adquiridos na feitura do mapa de Cantino. Tudo parece indicar que havia conhecimento seguro da existência de terras por aquelas paragens (e não só) muito antes de 1500 e que estavam claramente referenciadas no Arquivo Real existente na Casa da Índia, sítio de onde saíram os elementos que serviram para a criação da carta, a primeira que mostra não só a Europa e África mas também as Américas e a Ásia, a qual foi vendida ao duque de Ferrara.

O mapa foi guardado na biblioteca do duque durante quase um século até ser transferido para Modena (1592) pelo Papa Clemente VIII. Em meados do século XIX desapareceu, tendo sido encontrado a servir de cortinado num talho da cidade. Foi recuperado e encontra-se desde então (1868) na Biblioteca Estense (o duque de Ferrara desta "estória" chamava-se Hercules d'Este). É considerado uma obra-prima da cartografia portuguesa do séc XVI.

20 março 2008

O achamento do Brasil (III parte - Duarte Pacheco Pereira)

No seguimento do "post" anterior vamos ver então o que se pensa ter sido o papel deste reconhecido cientista (geógrafo e cosmógrafo) no achamento do Brasil. Diga-se que fazia parte da delegação portuguesa que assinou o Tratado de Tordesilhas em 1494. Quatro anos mais tarde é-lhe confiada, por D. Manuel I, a missão de explorar a "quarta parte", como era conhecido o quadrante oeste do Atlântico Sul. Existe um manuscrito deste senhor ("Esmeraldo de situ orbis") de 1505 (?) que a páginas tantas diz o seguinte:
"Como no terceiro ano de vosso reinado do ano de Nosso Senhor de mil quatrocentos e noventa e oito, donde nos vossa Alteza mandou descobrir a parte ocidental, passando além a grandeza do mar Oceano, onde é achada e navegada uma tam grande terra firme, com muitas e grandes ilhas adjacentes a ela e é grandemente povoada. Tanto se dilata sua grandeza e corre com muita longura, que de uma arte nem da outra não foi visto nem sabido o fim e cabo dela. É achado nela muito e fino brasil com outras muitas cousas de que os navios nestes Reinos vem grandemente povoados."
Parece que Pacheco Pereira chegou ao Brasil por altura de Marinhão/Pará, tendo estado na Ilha do Marajó e na foz do Amazonas. No seu regresso toda esta história foi mantida secreta pois julgava-se que as terras alcançadas eram, de acordo com Tordesilhas, pertença dos espanhóis.
Pacheco, que mereceu uma referência de Camões nos Lusíadas, Canto X, onde é chamado "o grão Pacheco, o Aquiles lusitano", não teve um final brilhante. Já com D. João III a reinar foi preso, acusado de contrabandear ouro de África, e embora ilibado morreu em 1533, pobre e abandonado. O seu manuscrito apenas foi redescoberto em 1892.
Mas a "descoberta" do Brasil não acaba aqui ... a primeira carta geográfica onde, sem qualquer dúvida, ele foi assinalado é o Planisfério de Cantino, já de si uma cópia de documentos portugueses anteriores, que apareceu em 1502. A perfeição deste mapa que hoje se encontra na biblioteca de Modena, em Itália, é extraordinária (ver imagem seguinte) e a sua história levanta outras questões que serão objecto de um próximo"post".



(Para ampliar, clicar na imagem)

29 fevereiro 2008

O achamento do Brasil (II parte-Tordesilhas)

Na sequência do "post" anterior resolvi investigar um pouco mais profundamente esta matéria e encontrei algumas coisas interessantes. Já vimos, portanto, que antes de Cabral alguns espanhóis estiveram no que hoje é o Brasil. De notar que as próprias autoridades brasileiras de Pernambuco/Cabo de Santo Agostinho, aquando do cinquecentenário, deram algum relevo a esta situação tendo comemorado a data da chegada (em 26 de Janeiro de 2000) de forma institucional e com a presença de uma delegação espanhola.

Comecemos com a 1ª viagem à América de Colombo (1492). Este, que julgava ter chegado à Índia, no seu regresso veio directamente a Lisboa onde se encontrou com D. João II. O nosso rei, na sequência das conversas que teve com ele, reclamou para si as terras descobertas pois, de acordo com o Tratado de Alcáçovas-Toledo (1479), estas estavam dentro da sua área de influência ou seja a sul do paralelo que passava pelo Cabo Bojador/Canárias. E tinha toda a razão, como se pode ver na figura seguinte.


Quem não gostou mesmo nada da reclamação foram os soberanos Fernando (de Aragão) e Isabel (de Castela), que tinham financiado a viagem de Colombo, os quais recorreram para a autoridade máxima na época, o Papado, que era então ocupado por Alexandre VI, espanhol e amigo dos Reis Católicos.

Este senhor decidiu, evidentemente, a favor dos seus amigos e, em 1493, alterou a linha divisória de Alcáçovas (um paralelo) para um meridiano que passasse 100 léguas a oeste de Cabo Verde. Depois de muitas negociações, D. João II abandonou a sua proposta inicial que mantinha um paralelo como divisória, mas exigiu que o meridiano se deslocasse para oeste mais 270 léguas. E assim foi assinado o tratado de Tordesilhas, em 7 de Junho de 1494, com a linha 370 léguas a oeste de Cabo Verde. Entre os portugueses que assinaram o tratado encontrava-se um competente e conhecedor geógrafo, Duarte Pacheco Pereira, que também já andara por terras sul-americanas. Veremos o seu papel no achamento do Brasil em próximo "post".

14 fevereiro 2008

Brasil ... quem o descobriu (ou achou)?

Em termos "oficiais" não há dúvidas ... Pedro Álvares Cabral chegou a Porto Seguro em 22 de Abril de 1500 e foi o primeiro europeu a pisar terra brasileira. Inicialmente pensava-se ser uma ilha e foi chamada de Vera Cruz; mais tarde deram-lhe o nome de Terras de Santa Cruz. O termo "Brasil" aparece tempos depois e deriva da actividade comercial relacionada com o "pau da tinta" ou "pau-brasil".
Parece, no entanto, que esta história precisa de alguns acrescentos. Em relativamente recente passagem pela Galiza tomei contacto com a réplica da caravela Pinta, situação já aqui referida. A Pinta fazia parte da esquadra de Colombo que descobriu a América (1492) e foi o primeiro navio a regressar à Europa (Baiona) trazendo a grande novidade. Era, na altura, comandada por Martín Alonso Pinzón e tinha como mestre Francisco Martín Pinzón, irmãos de Vicente Iáñes Pinzón que, por sua vez, comandava uma outra caravela da mesma esquadra, a Niña. Tudo isto para dizer que os Pinzóns, de Palos de la Frontera, eram navegadores/armadores de grande poder e riqueza, estando envolvidos em toda a actividade relacionada com a descoberta de novos mundos, a qual tinha uma substancial componente comercial ... digamos que, embora arriscado, era um belíssimo investimento. Um exemplo: a primeira viagem de Vasco da Gama à Índia rendeu 60 vezes o investimento feito.

Pois a família Pinzón aparelhou quatro caravelas que, sob o comando de Vicente, largaram de Palos de la Frontera em Dezembro de 1499, havendo notícia de que chegaram ao Brasil (Cabo de Santo Agostinho, a que chamaram de Santa Maria de la Consolación) em 26 de Janeiro de 1500, 83 dias antes de Cabral. Entraram também na bacia do Amazonas, então baptizada de Mar Dulce. A razão para tudo isto ter sido escondido parece estar relacionado com o facto do Tratado das Tordesilhas ter sido assinado em 1494 e as terras descobertas estarem na parte atribuída a Portugal, não podendo portanto ser reclamadas pelos espanhóis. Talvez por isso a viagem foi um fracasso económico que levou os Pinzón a quase falirem.
Mas o assunto não acaba aqui e indo um pouco mais longe, ou mais cedo, encontramos ainda algumas surpresas ... mas estas ficam para um próximo"post".

01 fevereiro 2008

Foi neste local ...


... há cem anos, que aconteceu o regicídio. O local é o Terreiro do Paço, em Lisboa, quase na esquina com a Rua do Arsenal. Vivia-se um clima altamente conspirativo e esta tragédia marcou o início do fim da Monarquia Constitucional ... a República estava definitivamente a caminho.



Este é o landau usado pela família real nesse dia. Julgo que pode ser visto em Vila Viçosa.

31 dezembro 2007

Bom Ano Novo

A 2008, que vai nascer daqui a nada, desejo as maiores felicidades ... para todos os que por aqui vão passando desejo também que o Novo Ano seja bem melhor do que 2007!!!

30 dezembro 2007

Estação Central ...


... mais conhecida como do Rossio, embora esteja situada no Largo D. João da Câmara. Construída nos finais do século XIX (estilo neo-manuelino, arquitecto José Luis Monteiro) é um monumento marcante da baixa lisboeta.
O que é talvez menos conhecido é o facto da figura colocada no meio dos arcos que formam a entrada principal representar o rei D. Sebastião.



(Para ampliar, "clicar" sobre as imagens)

Poucos dão por ele, o trágico rei-menino que nos entregou aos Filipes. Foi também aqui que o presidente-rei (Sidónio Pais) foi assassinado em Dezembro de 1918.

27 dezembro 2007

All you need is love!

Alguns trabalhos de Robert Indiana (1966-2006) foram colocados mesmo no coração da nossa capital. Podem ser vistos na Praça D. Pedro IV, o central Rossio.

"Love"

"Imperial Love"

"Love Wall"


All we need is Love?

21 dezembro 2007

NATAL


A minha prenda já foi, mesmo no fim de Outubro ... chama-se Joana.
Bom Natal para todos!!!

13 dezembro 2007

"ASSALTO"

(Para ampliar, "clicar" na imagem)

Em plena baixa lisboeta, estes cidadãos encontraram a maneira mais fácil de fazer compras ... baratinhas!!!

05 dezembro 2007

Jardim dos Passarinhos


(Para ampliar, "clicar" na imagem)


É no Monte Estoril, no jardim Carlos Anjos, também conhecido como ... dos Passarinhos. No lago central pode ver-se um cágado que embora pareça ter três cabeças está apenas em pleno exercício "espreguiçatório".