19 junho 2013

Justiça?

Estudo 
'Ricos e poderosos' escapam aos juízes portugueses
Cerca de 80% dos portugueses acredita que a Justiça do País não pune os poderosos, e a percentagem dos que acusam os tribunais de não tratar todos os arguidos da mesma forma chega mesmo aos 93%. Estas são apenas duas das conclusões de um estudo recente do Centro de Estudos Sociais, avança o Diário de Notícias.
"No estudo ‘As Mulheres na Magistratura em Portugal’ levado a cabo pelo Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, os portugueses não poupam críticas ao sistema judicial português. As conclusões serão hoje apresentadas no Parlamento.
A maioria, 60% dos inquiridos, considera a Justiça lenta, 80% considera que os magistrados não punem os cidadãos com mais poder económico, e 93% afirma que a Justiça afinal não é cega e trata de forma diferente determinados arguidos.
Muitos dos inquiridos afirma que “não vale a pena recorrer a tribunal” devido à lentidão, pode ler-se no documento do estudo.
Para o presidente do Tribunal da Relação de Lisboa, Vaz das Neves, as leis não ajudam, “porque os juízes limitam-se a aplicar a lei, e os advogados, que não são imparciais porque defendem os interesses dos seus clientes", usam "todas as possibilidades que a lei lhes dá" para os ajudar."

Nota: Publicado no "Notícias ao Minuto"

2 comentários:

Nunes da Cruz disse...

Bom, os advogados fazem o seu papel, já que todo o cidadão tem direito a defesa e só é culpado depois de pronunciado.
Os juízes também devem aplicar a lei. E se dela se desviam, por vezes com boas intenções, correm o risco de serem confrontados por isso.
Então o mal parece que está nas leis, que muitas das vezes estão mal feitas, e o mínimo que se poderá dizer é que muitas das vezes é por incompetência. Mas há muitas que não o são, as leis até têm nome.

Luís Silva Nunes disse...

Então e os juízes que julgam casos idênticos e chegam a sentenças antagónicas? E quando se condenam os "corrompidos" e se considera que não há "corruptores"?