Aqui podemos ver um magnífico hotel ("Palais des Roses"). É pena que as condições da praia, que se pode ver ao fundo, e da bonita piscina deixem muito a desejar.
PS: As fotografias podem ser ampliadas "clicando" sobre as ditas.
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Do Alto do Moinho (ou de outro sítio qualquer), correndo com o tempo, ao sabor das circunstâncias e de acordo com o estado de espírito, dizendo e mostrando coisas ... por tudo e por nada!
Aqui podemos ver um magnífico hotel ("Palais des Roses"). É pena que as condições da praia, que se pode ver ao fundo, e da bonita piscina deixem muito a desejar.
Nota: Todas as fotografias podem ser ampliadas, "clicando" sobre elas.
Foi 2-3 com a Alemanha. Sem dramas, terminou a nossa actuação neste Campeonato da Europa de futebol. Só foi um balde de água fria para os sonhadores que, desde o início, julgavam ir ser campeões. Aqui temos o golo do empurrão ... e de mais uma saída de olhos fechados do nosso guarda-redes (já em 2004 tinha feito a mesma coisa na final). O capítulo de Scolari está encerrado ... e o de Ricardo também!
O primeiro desaire aconteceu com a Suiça (0-2). Podemos encontrar várias explicações para o acontecido mas o principal é que continuamos em jogo e iremos aos quartos de final deste campeonato da Europa defrontar ou a Alemanha, ou a Áustria ou a Polónia ... uma destas equipas será. Esta derrota também serviu para fazer descer à terra alguns visionários e tornar as nossas expectativas mais realistas. 
(Para ampliar, "clicar" na imagem)
Aqui pode ver-se a igreja de Stª Maria (séc XIII) que alberga o Museu Municipal.

(de José Carlos Ary dos Santos)
(Para ampliar, "clicar" na imagem) O Planisfério anónimo de 1502, dito "de Cantino" (ver o "post" anterior) tem uma história muito curiosa que vale a pena referir neste contexto. Alberto Cantino era um assalariado do duque de Ferrara e funcionava como espião em Lisboa nos finais do séc XV, tendo conseguido, presume-se, subornar um cartógrafo da casa real para elaborar um mapa com os últimos conhecimentos dos portugueses sobre esta matéria. O mapa em questão já estava em Itália em 1502. Faço notar três pormenores (entre outros) que chamam a atenção. A extrema perfeição do continente africano (que em 1502 tinha sido contornado apenas por três vezes), a extensão desenhada da costa brasileira e a
representação de parte da américa do norte, incluindo a Florida (oficialmente só seria descoberta em 1513 por Juan Ponce de León, na imagem à esquerda, que aí procurava a fonte da juventude). No que diz respeito à costa brasileira verifica-se que os elementos aí desenhados devem ter tido origem em explorações efectuadas antes da descoberta oficial do Brasil em 1500. De facto, a primeira expedição que oficialmente cartografou a costa brasileira partiu de Lisboa em Maio de 1501, dirigida por Gonçalo Coelho, e regressou em finais de Julho de 1502 não havendo, portanto, tempo útil para usar os dados adquiridos na feitura do mapa de Cantino. Tudo parece indicar que havia conhecimento seguro da existência de terras por aquelas paragens (e não só) muito antes de 1500 e que estavam claramente referenciadas no Arquivo Real existente na Casa da Índia, sítio de onde saíram os elementos que serviram para a criação da carta, a primeira que mostra não só a Europa e África mas também as Américas e a Ásia, a qual foi vendida ao duque de Ferrara.
O mapa foi guardado na biblioteca do duque durante quase um século até ser transferido para Modena (1592) pelo Papa Clemente VIII. Em meados do século XIX desapareceu, tendo sido encontrado a servir de cortinado num talho da cidade. Foi recuperado e encontra-se desde então (1868) na Biblioteca Estense (o duque de Ferrara desta "estória" chamava-se Hercules d'Este). É considerado uma obra-prima da cartografia portuguesa do séc XVI.
No seguimento do "post" anterior vamos ver então o que se pensa ter sido o papel deste reconhecido cientista (geógrafo e cosmógrafo) no achamento do Brasil. Diga-se que fazia parte da delegação portuguesa que assinou o Tratado de Tordesilhas em 1494. Quatro anos mais tarde é-lhe confiada, por D. Manuel I, a missão de explorar a "quarta parte", como era conhecido o quadrante oeste do Atlântico Sul. Existe um manuscrito deste senhor ("Esmeraldo de situ orbis") de 1505 (?) que a páginas tantas diz o seguinte:
Na sequência do "post" anterior resolvi investigar um pouco mais profundamente esta matéria e encontrei algumas coisas interessantes. Já vimos, portanto, que antes de Cabral alguns espanhóis estiveram no que hoje é o Brasil. De notar que as próprias autoridades brasileiras de Pernambuco/Cabo de Santo Agostinho, aquando do cinquecentenário, deram algum relevo a esta situação tendo comemorado a data da chegada (em 26 de Janeiro de 2000) de forma institucional e com a presença de uma delegação espanhola.
Este senhor decidiu, evidentemente, a favor dos seus amigos e, em 1493, alterou a linha divisória de Alcáçovas (um paralelo) para um meridiano que passasse 100 léguas a oeste de Cabo Verde. Depois de muitas negociações, D. João II abandonou a sua proposta inicial que mantinha um paralelo como divisória, mas exigiu que o meridiano se deslocasse para oeste mais 270 léguas. E assim foi assinado o tratado de Tordesilhas, em 7 de Junho de 1494, com a linha 370 léguas a oeste de Cabo Verde. Entre os portugueses que assinaram o tratado encontrava-se um competente e conhecedor geógrafo, Duarte Pacheco Pereira, que também já andara por terras sul-americanas. Veremos o seu papel no achamento do Brasil em próximo "post".