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Aqui pode ver-se a igreja de Stª Maria (séc XIII) que alberga o Museu Municipal.
Do Alto do Moinho (ou de outro sítio qualquer), correndo com o tempo, ao sabor das circunstâncias e de acordo com o estado de espírito, dizendo e mostrando coisas ... por tudo e por nada!
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Aqui pode ver-se a igreja de Stª Maria (séc XIII) que alberga o Museu Municipal.

(de José Carlos Ary dos Santos)
(Para ampliar, "clicar" na imagem) O Planisfério anónimo de 1502, dito "de Cantino" (ver o "post" anterior) tem uma história muito curiosa que vale a pena referir neste contexto. Alberto Cantino era um assalariado do duque de Ferrara e funcionava como espião em Lisboa nos finais do séc XV, tendo conseguido, presume-se, subornar um cartógrafo da casa real para elaborar um mapa com os últimos conhecimentos dos portugueses sobre esta matéria. O mapa em questão já estava em Itália em 1502. Faço notar três pormenores (entre outros) que chamam a atenção. A extrema perfeição do continente africano (que em 1502 tinha sido contornado apenas por três vezes), a extensão desenhada da costa brasileira e a
representação de parte da américa do norte, incluindo a Florida (oficialmente só seria descoberta em 1513 por Juan Ponce de León, na imagem à esquerda, que aí procurava a fonte da juventude). No que diz respeito à costa brasileira verifica-se que os elementos aí desenhados devem ter tido origem em explorações efectuadas antes da descoberta oficial do Brasil em 1500. De facto, a primeira expedição que oficialmente cartografou a costa brasileira partiu de Lisboa em Maio de 1501, dirigida por Gonçalo Coelho, e regressou em finais de Julho de 1502 não havendo, portanto, tempo útil para usar os dados adquiridos na feitura do mapa de Cantino. Tudo parece indicar que havia conhecimento seguro da existência de terras por aquelas paragens (e não só) muito antes de 1500 e que estavam claramente referenciadas no Arquivo Real existente na Casa da Índia, sítio de onde saíram os elementos que serviram para a criação da carta, a primeira que mostra não só a Europa e África mas também as Américas e a Ásia, a qual foi vendida ao duque de Ferrara.
O mapa foi guardado na biblioteca do duque durante quase um século até ser transferido para Modena (1592) pelo Papa Clemente VIII. Em meados do século XIX desapareceu, tendo sido encontrado a servir de cortinado num talho da cidade. Foi recuperado e encontra-se desde então (1868) na Biblioteca Estense (o duque de Ferrara desta "estória" chamava-se Hercules d'Este). É considerado uma obra-prima da cartografia portuguesa do séc XVI.
No seguimento do "post" anterior vamos ver então o que se pensa ter sido o papel deste reconhecido cientista (geógrafo e cosmógrafo) no achamento do Brasil. Diga-se que fazia parte da delegação portuguesa que assinou o Tratado de Tordesilhas em 1494. Quatro anos mais tarde é-lhe confiada, por D. Manuel I, a missão de explorar a "quarta parte", como era conhecido o quadrante oeste do Atlântico Sul. Existe um manuscrito deste senhor ("Esmeraldo de situ orbis") de 1505 (?) que a páginas tantas diz o seguinte:
Na sequência do "post" anterior resolvi investigar um pouco mais profundamente esta matéria e encontrei algumas coisas interessantes. Já vimos, portanto, que antes de Cabral alguns espanhóis estiveram no que hoje é o Brasil. De notar que as próprias autoridades brasileiras de Pernambuco/Cabo de Santo Agostinho, aquando do cinquecentenário, deram algum relevo a esta situação tendo comemorado a data da chegada (em 26 de Janeiro de 2000) de forma institucional e com a presença de uma delegação espanhola.
Este senhor decidiu, evidentemente, a favor dos seus amigos e, em 1493, alterou a linha divisória de Alcáçovas (um paralelo) para um meridiano que passasse 100 léguas a oeste de Cabo Verde. Depois de muitas negociações, D. João II abandonou a sua proposta inicial que mantinha um paralelo como divisória, mas exigiu que o meridiano se deslocasse para oeste mais 270 léguas. E assim foi assinado o tratado de Tordesilhas, em 7 de Junho de 1494, com a linha 370 léguas a oeste de Cabo Verde. Entre os portugueses que assinaram o tratado encontrava-se um competente e conhecedor geógrafo, Duarte Pacheco Pereira, que também já andara por terras sul-americanas. Veremos o seu papel no achamento do Brasil em próximo "post".
Em termos "oficiais" não há dúvidas ... Pedro Álvares Cabral chegou a Porto Seguro em 22 de Abril de 1500 e foi o primeiro europeu a pisar terra brasileira. Inicialmente pensava-se ser uma ilha e foi chamada de Vera Cruz; mais tarde deram-lhe o nome de Terras de Santa Cruz. O termo "Brasil" aparece tempos depois e deriva da actividade comercial relacionada com o "pau da tinta" ou "pau-brasil".
Pois a família Pinzón aparelhou quatro caravelas que, sob o comando de Vicente, largaram de Palos de la Frontera em Dezembro de 1499, havendo notícia de que chegaram ao Brasil (Cabo de Santo Agostinho, a que chamaram de Santa Maria de la Consolación) em 26 de Janeiro de 1500, 83 dias antes de Cabral. Entraram também na bacia do Amazonas, então baptizada de Mar Dulce. A razão para tudo isto ter sido escondido parece estar relacionado com o facto do Tratado das Tordesilhas ter sido assinado em 1494 e as terras descobertas estarem na parte atribuída a Portugal, não podendo portanto ser reclamadas pelos espanhóis. Talvez por isso a viagem foi um fracasso económico que levou os Pinzón a quase falirem.

Foi mandada construir pelo filho de Afonso de Albuquerque, Brás de Albuquerque, em 1521. Parece que este senhor andou por Itália e teve oportunidade de ver o Palácio dos Diamantes em Ferrara , de onde tirou a ideia para a sua casa. Os andares superiores ruíram durante o terramoto de 1755 e só foram refeitos no final do século passado. De notar que embora albergue uma série de vestígios arqueológicos muito interessantes (tanques romanos e restos da cerca moura), a casa não pode ser visitada. A Câmara Municipal de Lisboa, que a utiliza (?), não tem nada preparado para o efeito.

Retirei da coluna deste senhor, no último Expresso, o seguinte 'shot':
Um astronauta movendo-se livremente no espaço, a mais de 100 metros de distância do vai-vem espacial Challenger. Nunca ninguém se tinha afastado tanto, sem qualquer tipo de ligação à nave-mãe. Apenas possível pelo uso da "Manned Maneuvering Unit", que se pode ver em detalhe na imagem de baixo. Um espanto!
(Para ampliar as imagens, "clicar" sobre elas)
Para os mais interessados nesta matéria sugiro uma visita a este "site", onde podem ser vistas algumas imagens absolutamente fantásticas. Boa viagem!
Depois do meu "post" do passado dia 12 vejo esta notícia. "O Metro Sul do Tejo (MST) custa em média 15 mil euros por dia" diz o senhor Marco Aurélio, encarregado de missão (?) deste meio de transporte que é utilizado, em média, por quatro (4) pessoas por carruagem. Somos informados que, para já, quem paga a factura é a concessionária, a Metro Transportes do Sul, mas esta será depois indemnizada pelo Estado, ou seja, por todos nós, uma vez que o número de passageiros está muito aquém do previsto e não permite suportar tais custos. Lembro que o nosso primeiro, Sócrates, considerou como "histórico" o dia da inauguração desta portentosa infra-estrutura.Atracada em Lagos pode ver-se a réplica de uma embarcação usada durante a era dos Descobrimentos a que foi dado o nome de "Boa Esperança". Embora seja considerada como uma miniaturização da Caravela, tem o nome técnico de Caravelão. Com um comprimento de aproximadamente 24 metros, deslocava cerca de 45 toneladas, tinha dois mastros, pano latino e uma guarnição da ordem dos 25 homens.
A embarcação usada por Bartolomeu Dias para passar (em 1488) o Cabo das Tormentas, depois Cabo da Boa Esperança, era uma Caravela de três mastros um pouco maior do que esta, tipo Carraca. Foi ele que praticamente abriu o caminho marítimo para a Índia, onde aliás acompanhou Vasco da Gama em 1498. Também acompanhou Pedro Álvares Cabral na descoberta oficial do Brasil em 1500 e foi no seguimento desta viagem, já a caminho da Índia, que encontrou a morte no naufrágio, junto ao Cabo da Boa Esperança, do navio em que seguia. Um verdadeiro marinheiro!
É sempre com muito prazer e grande satisfação que continuamos a seguir o extraordinário percurso desta fantástica atleta. Vanessa Fernandes (parabéns Vanessa) é um caso absolutamente excepcional e começa a ser difícil encontrar palavras para a elogiar. Ontem cumpriu mais um capítulo e, pela primeira vez, sagrou-se campeã mundial de triatlo em Elites (Hamburgo, 2007).
Bryson (QUETZAL EDITORES). E a 5ª frase completa da página 161 é: Nota: O aspecto actual do farol pode ser comparado com a imagem obtida em Março 2006, a qual se pode ver no final desta mensagem.
O responsável foi o engenheiro portuense, de origem francesa, Raoul Mesnier du Ponsard que também projectou o elevador do Bom Jesus em Braga, o Funicular dos Guindais no Porto, o elevador da Nazaré e em Lisboa, além deste, os elevadores da Glória, da Bica e do Lavra.(Para ampliar, "clicar" na fotografia)
Não sei se se lembram das tremendas discussões e dramas levantados antes da entrada em vigor, há cerca de um ano, da mais recente Lei das Rendas. Já na altura aqui tinhamos chamado a atenção para o facto dos representantes tanto dos senhorios como dos inquilinos, logo no próprio dia da entrada em vigor da lei (28 de Junho de 2006), terem previsto que tudo ficaria na mesma. Pois hoje, parece que dos 390.000 contratos de arrendamento existentes, apenas 70 (!) foram actualizados de acordo com as novas regras. A Associação de Inquilinos Lisbonenses já considerou a lei um "tremendo fracasso" ... ainda não ouvi a posição dos senhorios mas julgo que mais uma vez tivemos por parte deste Governo "muita parra e pouca uva".